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TrilhoGuerreiroPR 4 BTC – Rota das Levadas + PR 5 BTC – Trilho do Guerreiro

Localização – Boticas, Vila Real

Data: 11 de Julho de 2021

Participantes: Beatriz Silva, Rosa Oliveira, Augusto Monteiro, José Carlos, José Paulo, Valdemar Freitas

Com saída do frondoso, tranquilo e belíssimo Boticas Parque, que só por si, merece uma visita, em qualquer altura do ano, percorremos de início um pequeno passadiço junto às margens do rio Beça, com vista para as diversas actividades lúdicas e radicais, que aí se podem desfrutar, como p.e. a canoagem, nas margens sossegadas do rio e depois, um trilho de pé posto, entre as ervas que as chuvas deste verão, fizeram e bem crescer, com passagem por velho moinho de água, que há muito deixou de fazer farinha, mas que ainda se encontra em muito bom estado.

Abandonando as margens do rio, após a travessia das poldras, percorremos de seguida uma parte do percurso que é comum aos dois PR e que, com a união dos mesmos, se sabia de antemão, que apenas o faríamos uma vez, percurso também muito bonito, com as sombras necessárias, para um dia que se esperava de muito calor, mas que acabou até por o não ser, face às brisas que se fizeram sentir, à medida que fomos subindo, já em estradão, até uma pequena aldeia, que à tarde voltaríamos, após fechar o círculo do Trilho do Guerreiro.

Da aldeia até ao alto do Castro do Outeiro Lesenho, fomos caminhando por trilhos diversos, subindo de forma graduada até à ultima subida para o castro, essa sim já bem puxadita e a exigir esforço extra, mas nada a que nenhum dos caminheiros presentes, estranhasse.

No cimo do monte (1067 m), demos com algumas construções do castro, bem como algumas muralhas que o fortificavam e ainda o ex-libris que dá nome ao PR 5, a estátua de um guerreiro, réplica em muito maior escala, das que aí foram encontradas, em trabalhos arqueológicos.

Depois de se apreciar as vistas da serra do Barroso e das serras vizinhas, descemos em direcção à Mamoa do Lesenho, monumento funerário que se encontra enterrado e que apenas nos permite ter a noção de como ele é, pelo desenho da placa que o localiza.

Após a paragem para o almoço volante, à sombrinha e à fresca de belos exemplares de uma espécie de pinheiros silvestres, voltamos ao caminho e descemos, subimos, descemos, sempre em direcção ao fim do PR 5 e ao encontro do PR 4, a Rota das Levadas, que iriamos fazer também no sentido dos ponteiros do relógio, com passagem por mais um castro, o de Carvalhelhos, também com vestígios de muralhas, fossos e três construções circulares e uma quadrada

Do castro e uma vez mais, por um trilho de pé posto, chegamos à Fonte dos Amores, onde diz a lenda, um cavaleiro salvou uma donzela, da morte por afogamento, na cascata que aí se deslumbra, e que nesse dia, deveria ter muita mais água, força e correnteza, para tão bravo acto.

Da fonte fomos em direção às Termas, que dão nome há muitos anos, à água gaseificada dessa localidade, mas que, talvez por causa da pandemia do Covid 19, ainda não se encontram em funcionamento.

Faltava percorrer a zona das levadas e o vale com muitas plantações, sobretudo de milho e batatas e de novo nos aproximarmos do Beça que cruzamos numa ponte pedonal de madeira e depois percorrer trilhos por entre campos agrícolas com vistas para algumas aldeias que nos espreitam do alto das encostas circundantes, até de novo chegarmos ao Boticas Parque, onde demos início a esta bela caminhada, que quase totalizava uma trintena de quilómetros.

Resta-nos agradecer, a quem nos sugeriu estes percursos pedestres, em substituição do que inicialmente tínhamos previsto – Alturas do Barroso, a Câmara de Boticas e o Nuno Teixeira, da Associação Celtiberus e aos participantes na caminhada, que estiveram presentes e, apesar de cansaditos, seguiram felizes e ansiosos pela próxima.

E nós, cá estaremos para vos acompanhar na próxima.

Beatriz e Valdemar

Mais fotos da actividade aqui.