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CaminhosFátima2016 342

 

Secção: BTT

 

Actividade: Caminhos de Fátima

 

Data: 23 a 25 de Abril de 2016 

 

Local de Início/Fim: Porto - Sé Catedral / Santuário de Fátima - Fátima

 

Fotos: Dia 1 - Dia 2 - Dia 3

 

Esta secção, realizou desta vez um evento com a duração de três dias, no passado fim-de-semana, com o aproveitamento na segunda-feira, do feriado de 25 de Abril, levando a efeito o “10.º Passeio Dar ao Ped@L - ARCM” – Caminhos de Fátima, com a participação do sócio Valdemar Freitas e ainda os seguintes elementos do grupo Dar ao Ped@L, todos não sócios do clube: André Lourenço, Carlos Cunha Jorge Oliveira e Pedro Tiago Ferreira.

Uma vez mais, a exemplo do evento anterior, houve lugar a dorsal do evento personalizado e a pagamento de inscrição (1€ para sócios e 2€ para não sócios), tendo sido apurada a quantia de 9€, receita que reverte a favor da secção de BTT.

 

Dia 1 – 23 de Abril de 2016 – Etapa Porto - Mealhada

Depois da concentração dos cinco participantes na Estação de Porto-S. Bento, seguimos para à Sé do Porto, local efectivo da nossa partida, rumo aos Caminhos de Fátima, não sem antes termos colocado os dorsais nas bicicletas, termos sido benzidos com água benta, por um padre da Associação dos Estudos Jacobeus e tirado todas as fotos de grupo da praxe.

Sem grandes atrasos, partimos do Porto rumo a Gaia, pelo tabuleiro superior da ponte Luiz I, seguindo as indicações das primeiras setas azuis do caminho que iríamos percorrer.

A primeira paragem foi feita no Mosteiro de Grijó, onde colocamos o “primeiro” carimbo do caminho, por sinal muito bonito, a juntar ao seguinte obtido no albergue, também de Grijó, sendo que nas duas paragens, tivemos a sorte de obter os carimbos, por uma mera fracção de minutos.

Na manhã deste primeiro dia, para além das paragens em locais onde tomamos café, paramos ainda na igreja de Arrifana, para mais um carimbo na credencial e efectuamos a paragem para almoço em São João da Madeira.

Até aqui chegados, percorremos para além da avenida principal de Gaia, estradas secundárias e uma ou outra parte em monte, como foi o caso do troço na serra de Canelas e uma estrada empedrada, a lembrar as muitas calçadas romanas existentes em Portugal.

Depois do almoço seguimos viagem rumo à Mealhada, onde iriamos ficar alojados, com passagem ainda por Pinheiro da Bemposta e Águeda, para além de pequenas outras localidades.

Também aqui, percorremos estradas secundárias e mais monte do que a parte da manhã e chegamos inclusive a pedalar junto de uma linha ferroviária, tendo sido nesta altura que encontramos os trilhos em terra ainda com muitas poças de água e lama, resultado da imensa chuva dos dias anteriores.

O dia esteve bom para a prática de BTT, um pouco frio mas sem chuva e aqui e ali com algumas nuvens mais carregadas a tapar o sol.

Depois de nos alojarmos, fomos jantar a um dos muitos restaurantes da Mealhada, para retemperar energias para o dia seguinte e regressamos à residencial, para o merecido primeiro descanso.


Dia 2 – 24 de Abril de 2016 – Etapa Mealhada - Ansião

A manhã acordou fria mas mesmo assim partimos da Mealhada com enorme vontade de pedalar e nada melhor do que o fazer por entre vinhas e campos da Bairrada, por um bonito single-track e trilhos rurais.

Percorremos novamente estradas secundárias, passamos várias localidades e aproximamo-nos de Coimbra, não sem antes termos tido uma pequena avaria, um raio partido que de imediato se “desenrascou” e entramos na maior cidade do caminho, percorrendo uma ciclovia recente e que integra os Caminhos de Santiago.

Após mais uma paragem para café, dirigirmos-mos à Sé Velha de Coimbra, para aí obtermos mais um carimbo, mas tal não foi possível, por um motivo muito compreensível e, foi pena que tal tenha acontecido, pois tivemos que nos desviarmos do caminho e subir a encosta de Coimbra antiga, onde se situa a Sé.

Não obtivemos esse, mas colocamos no credencial o do posto de Turismo, de seguida atravessamos o Mondego em direção ao Mosteiro de Santa Clara e logo após, umas valentes subidas afastaram-nos de Coimbra em direção a Condeixa-a-Nova e às ruínas de Conimbriga.

Um pouco antes das ruínas romanas, saltitamos entre vários lugares, à procura de pouso para comida e descanso, pois a manhã já ia alta e o sol apertava e de que maneira, a ponto de já se notarem os primeiros escaldões.

Ao entrarmos nesta zona de mata de pinheiros mansos, entramos também na serra de Sicó e numa das mais belas paisagens dos Caminhos de Fátima, percorrendo primeiro um estradão na serra que desce e ladeia depois o rio de Mouros e mais tarde ainda o mais belo single-track da nossa viagem, também ele junto ao rio, até à zona onde se encontra uma ponte filipina, quilómetros antes da próxima paragem, a localidade de Rabaçal, que encontramos em festa, com a realização de um mercado romano e feira dos seus afamados queijos.

No museu dedicado às ruínas e presença romana no Rabaçal, obtivemos outro bonito carimbo e descansamos um pouco para depois seguirmos de novo a pedalar até ao nosso destino do segundo dia.

Este dia esteve muito quente e percorremos de todo o tipo de trilhos, a exemplo de muitos eventos que nos fazem conhecer dos mais belos locais deste país, lugares recônditos que se conhecem apenas indo a pé ou de bicicleta, como foi o caso de outro single-track por entre vegetação de carvalhos e a subida bastante ingreme e com alguma pedra no inicio, que antecede a entrada em Alvorge.

Até Ansião ainda passamos outras pequenos lugares e por entre campos passamos e tentamos pedalar em trilhos com muita lama de terra preta, coisa de que ninguém gosta, mas que tem de ser feita, pois é assim que se faz os Caminhos, com prazer mas também com dificuldades.

Já com mais o carimbo dos bombeiros locais e carregados do nosso jantar, subimos serra acima, fora do nosso caminho, com o objectivo de nos alojarmos em Casal Frias, numa casa de turismo rural, único lugar disponível para o efeito, uma vez que todos os restantes alojamentos de Ansião, estavam lotados por diversos grupos de ciclistas, que também eles se fizeram ao caminho.

Sobre este alojamento, todos nós temos a dizer, que valeu a pena o esforço do dia, do calor que nos fez sofrer ainda mais e de termos no final do dia que carregar comida e bebidas, durante seis km, sempre a subir, para depois desfrutarmos do melhor espaço e lugar para relaxar que fizemos por merecer.

Dia 3 – 25 de Abril de 2016 – Etapa Ansião – Fátima

Não podíamos ter descansado melhor, ter o prazer de acordar com os passarinhos, tomar um belo pequeno-almoço, comer pão caseiro fresquinho e vontade de ficar ainda mais algum tempo neste belo espaço rural, mas tínhamos de partir para a última etapa, que apesar de ser curta, nos tinham dito ser difícil.

Depois das fotos da partida, tiradas pelo anfitrião da casa, o simpático Sr. Victor Freitas, abalamos até onde teríamos de encontrar o nosso percurso e de novo seguir as setas azuis e outras sinaléticas que nos indicavam o Caminho e é claro, nos posicionarmos no track que tínhamos no GPS, e pelo qual nos guiávamos também, sobretudo em caso de dúvidas.

Este caminho, já percorrido por muitos peregrinos a pé, seja rumo a Santiago, seja com destino a Fátima, ainda não é dos mais calcorreados em peregrinações e também não é de todo conhecido, mesmo pelos habitantes locais, como foi o caso que nos aconteceu, quando perguntamos pelo Caminho e nos indicaram a estrada, quando o caminho que queríamos estava a 50 metros.

De Ansião a Caxarias, tivemos também trilhos espectaculares em estradões a subir e a descer, depois uma longa estrada junto a um rio que tivemos de atravessar a pé, para não vir a acontecer alguém cair e deixar molhar toda a mochila e objectos pessoais, cruzando o rio descalços e molhados até acima dos joelhos, em água fria e passo a passo, para não escorregar nas muitas pedras do fundo do rio.

Soube bem e foi o aperitivo para mais uma paragem, desta vez para aquecimento com mais uns cafés no restaurante Regional de Parcerias, onde deixamos uma mensagem em jeito de brincadeira no quadro da ementa do dia e outra numa folha de papel, que um dia esperemos voltar a encontrar.

Caxarias e o quartel dos seus bombeiros estavam perto e aí fomos abastecer de água na sua fonte e colocar mais um carimbo.

Chegava a hora de mais uma paragem e do último almoço, por sinal um farto, gostoso e barato repasto que nos repunha de energia e fez descansar um pouco, para o que de pior estava para vir.

Os vinte quilómetros, mais coisa menos coisa, que separam Caxarias de Fátima, feitos com muito sol e depois do belo almoço, não foram nada fáceis de fazer, pois aliados às duas primeiras subidas que tivemos de enfrentar, em terra e com bastante altimetria e inclinação mais acentuada, toda a distância até bem perto do Santuário, é ao principio um constante sobe e desce, para no final os cinco derradeiros quilómetros, também eles serem sempre a subir, em terra e depois asfalto, sempre debaixo de muito sol.

Mas nada nos esmoreceu e chegamos às traseiras do Santuário à hora certa, batiam as dezasseis horas nos sinos da basílica.

Como é sabido, os Caminhos fazem-se em Peregrinação e cada um de nós sabe ao que veio e com que intenção o faz e nestas alturas, agradece quem tem de agradecer, reza quem quer, oferece velas à Nossa Senhora quem assim o tem que fazer, seja por promessa ou cumprindo a tradição de milhares de Peregrinos e nós, também assim o fizemos, após termos cumprido o nosso objectivo, não sem antes tirarmos a foto de grupo à chegada e colocado o derradeiro carimbo na credencial, dando desta forma o fim da nossa peregrinação pelos Caminhos de Fátima.

O Coordenador da Secção,
Valdemar Freitas

 

 

TPV img TPV - Técnicas de Progressão Vertical

 

"... A espeleologia dificilmente pode ser considerada de competitiva. Contudo, através das técnicas convencionais criou-se um conjunto de modalidades de competição desportiva, dirigidas a avaliar a velocidade, a resistência e a técnica dos atletas. ..." botao tpv 

 

(excerto do documento da prova do 1º Campeonato Nacional de TPV 2011 - Valongo)

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