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CaminhadaCastroLaboreiro 084

Da Ameijoeira a Castro Laboreiro e regresso.

 

Este percurso que trilhamos tem partes do PR3 Trilho Castrejo, da GR50 – Grande Rota Peneda-Gerês e também em parte, do Caminho de Santiago da Geira e dos Arrieiros, e foi-nos sugerido, pela nossa sócia e caminheira, que muitos conhecem das caminhadas e outras actividades, a Beatriz Silva, a quem desde já muito agradecemos, pois a sugestão, foi do agrado de todos os participantes presentes, que se maravilharam com todo o que a vista alcançava, mas de tudo isso falaremos ao longo deste relatório, mais em pormenor.

Diz-se que há três coisas que não voltam atrás e uma delas, é a de uma oportunidade perdida e neste caso, apesar de como todos sabemos, “a montanha estar sempre lá à nossa espera”, seja qual for a altura, quem não perdeu a oportunidade, mesmo que, com a ameaça de chuva, nebulosidade ou trovoada, esteve presente numa magnifica caminhada, que certamente tão cedo não será esquecida.

À saída do ponto de encontro, em Ermesinde, já os caminheiros presentes, eram “abençoados” com uma morrinha que os fazia pensar, o porquê de abandonarem o conforto de suas casas e avançarem para uma viagem e para uma incerta caminhada, que poderia ser abortada ou muito molhada, se se viesse a realizar.

Pela estrada fora, na zona de Ponte de Lima, os viajantes ora levavam com nevoeiro, que os preocupava ou  com cargas de água, que os preocupava ainda mais, mas, durante a viagem, também se teve tréguas do tempo e por vezes  até prometia que a coisa pudesse correr bem, o que veio mesmo a acontecer, não sendo a chuva fraca ou forte, o nevoeiro, o vento ou o frio, que impediria a caminhada, que até chegou a ter alguns raios de sol, mesmo que muito envergonhados.

Iniciamos a caminhada onde aparcamos, em terras de nuestros hermanos galegos, a Ameijoeira e 50 metros à frente, já estávamos em A Meixueira e no nosso Portugal, onde percorreríamos todo o nosso caminho.

Descemos um caminho rural, com as setas amarelas do Caminho de Santiago a orientarem-nos em direcção ao rio Castro Laboreiro, cuja margem direita percorremos até o perdemos de vista e, já com as fragas à nossa direita, fomos por um caminho de pé posto, até ao primeiro ponto de interesse, a ponte da Cavada Velha ou Ponte Nova.

Daí, abandonamos a GR50 e as setas do Caminho e seguimos subindo o empedrado inicial, que aos esses nos levou até um belíssimo trilho de vegetação frondosa e ao encontro do sapo parteiro, que dos caminheiros fugiu por entre os rasteiros arbustos.

E fomos subindo, que a subida ainda ia bem pela metade, ao encontro da formação rochosa do Bico do Patelo, que a espaços o nevoeiro escondia, mas que por um breve momento nos mostrou para as fotografias e total admiração, tão bela escultura e obra divina da natureza.

Já a caminho de Castro Laboreiro, entre discussões de flora, de maias e suas ligações ao carrapato ou mafarrico e das árvores com “barbas de Moisés” ou do Senhor dos Anéis, conversas que as caminhadas nos trazem e muito nos ensinam, cruzamos dois lugarejos e num deles abancamos junto a uma capela, num breve e pré almoço, onde cada um comeu o que quis, para depois se voltar ao caminho, que primeiro nos pareceu ser um engano, mas que viria a ser uma parte “fora do percurso” da Beatriz, lindíssima e a não perder.

Esta parte do PR3 começa por descer a encosta calcorreando-se as rochas com recurso a degraus de pedra e onde eles não existem, a degraus em grelhas de ferro, atravessando-se ainda algumas barreiras com recurso a pontes, também de ferro, subindo-se depois por um empedrado muito húmido e entre muros de pedra com muito musgo, até lá ao alto e aos arrabaldes de Castro Laboreiro, onde agora sim, nos sentaríamos para o almoço volante, na távola redonda e à volta da qual, se iniciou o debate das vantagens e desvantagens dos jejuns intermitentes e das dietas alcalinas, muito a calhar, para quem almoçava ou não queria almoçar.

Mas a este momento em que paramos, juntou-se um frio serrano, que nos pedia movimento e uns cafezinhos, que após breve passagem pelo miradouro, fomos tomar à padaria Castrejeninha e aos quais se juntou o doce das natinhas lá do sítio.

O ambiente estava agradável e sobretudo quentinho, mas havia que completar o restante do caminho e então deixamos Castro Laboreiro para trás e demos de novo aos penantes, não fosse o tempo se agravar e depois termos de andar a “correr”.

Não tem conta, as vezes em que vestimos e despimos impermeáveis e ponchos, que tiramos e enfiamos roupa mais quente, que ficamos à verão e quase à inverno, tal fosse a chuva fraca, o nevoeiro ou o vento frio, mas em todo o percurso, só nos abrigaríamos uma vez e por pouco tempo, num forno comunitário, com medo da chuva mais forte que caia, mas logo seguimos caminho, até ao fim, sem mais um pingo de chuva e, por uns dois ou três brevíssimos intervalos de tempo, vimos mesmo o sol ou raios do mesmo, que infelizmente não deram para o aquecimento nem para a fotografia.

No percurso de regresso, o “loop” foi feito circundando as encostas por um estradão inicial e posteriormente pelo mais lindo, serpeante e colorido trilho, em tons de amarelo, roxos e lilases, com vistas para as longínquas encostas rochosas, tão deslumbrante cenário que soubemos aproveitar para a foto de grupo da praxe, com a bandeira do ARCM.

A grande descida estava logo a seguir, não havia que enganar e sempre com o colorido primaveril que nos encantava, demos com a charca de Gontamil e continuamos a descer, por trilhos que a mim me fizeram imenso recordar, alguns de outros Caminhos, caminhos rurais e bucólicos de vegetação muito bonita e fresca, onde o sol raramente deve entrar.

E, antes da chegada que se anunciava já por várias vezes, como em falta de apenas uns dois ou três quilómetros, ainda tivemos de passar por mais uns belos motivos de interesse, como charcas, pontes de pedra, um aqueduto onde nos juntamos para uma foto de grupo bem animada e umas duas ou três aldeias, sendo que a última, muito bem recuperada e talvez habitada, por quem nela não nasceu e a aguardar turistas de outras bandas.

Faltou cruzar uma última vez o rio Castro Laboreiro, subir o asfalto até ao parque onde os carros nos aguardavam e depois ir ao encontro de uma outra sugestão, a piscina de águas quentes de Lobios, onde apenas alguns molharam os pés e a Juliett se aventurou, banhando-se com toda a felicidade, talvez com a memória de outras quentes águas, do outro lado do Atlântico.

E terminou assim, num domingo de Maio, entre o invernoso e o primaveril, uma excelente caminhada, que para sempre será recordada, como a Caminhada Abençoada.

Venha a próxima.

Valdemar Freitas

Ver fotografias da actividade aqui, aqui e ainda aqui

 

Logística e números da actividade:


Dia: 22-05-2022

Participantes sócios: 8

Estreantes: 3

Ponto de partida e chegada: Ameijoeira – Castro Laboreiro – Melgaço – Viana do Castelo

Início da caminhada: 9:14 h

Fim da caminhada: 16:35 h

Tempo em Movimento: 5:24:25 h

Distância: 22,06 Km

Acumulado D+: 821 m

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