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A atividade incicialmente planeada de dia 20 (Sábado) a dia 28 (Domingo) de Julho, esteve que ser restruturada, assim sendo, para cinco elementos a atividade realizou-se de 20 a 28 de Julho e para os restantes elementos a atividade prolongou-se até dia 2 de Agosto.

Participantes: Beatriz Silva, Catarina Ascensão, José Silva, Nuno Pinheiro, Paulo Domingues, Patrícia Silva e Sandra Sousa (7 Elementos).

Resumos dos dias:

Primeira dose:

Dia 20 – Sábado – Viagem: Valongo - Andorra

Dia 21 – Domingo – Via Ferrata Regina de Peramola (Oliana)

Dia 22 – Segunda – Via Ferratas Roc del Quer, Canal del Grau, Rancons (Andorra)

Dia 23 – Terça –  Via Ferrata Tossal de Miravet (Puent de Suert)

Dia 24 – Quarta –  Via Ferrata Croqueta de Obarra (

Dia 25 – Quinta –  Ascensão Aneto (Benasque)

Dia 26 – Sexta – Via Ferrtas de Sacs (Benasque) e Via Ferrata Foradada del Toscar (Foradada del Toscar)

Dia 27 – Sábado – Regresso de alguns elementos a Valongo

Segunda dose:

Dia 27 – Sábado – Pedestrianismo Circuito San Urbez (Valle de Añisclo)

Dia 28 – Domingo – Via Ferrata del Santo Cristo (Olvena)

Dia 29 – Segunda – Via Ferrata Urquiza-Olmo (Mont-Rebei), pedestrianismo Camiño Natural La Pertusa

Dia 30 – Terça –  Viagem de D'Ager para  Villalazara de Montija (Burgos)

Dia 31 – Quarta – Via Ferratas el Caliz (Ramales de la Vitoria), Socueva (Arredondo)

Dia 01 – Quinta –  Via Ferrata El Risco (Matienzo)

Dia 02 – Sexta –  Via Ferratas Camaleño (Los Llanos), La Ermida (La Ermida, Potes), viagem para Valongo

 

Dia 20 – Sábado – Viagem

Com saída pelas 3h30 de Valongo e com chegada a Andorra por volta das 16h30, poder-se-á dizer que a viagem correu muito bem, com os elementos divididos por dois carros e sempre conectados através dos “Walkie-talkie” . A chegada a Andorra já foi mais tempestuosa o Sol que brilhava em Oliana a apenas 30 km de Andorra cobriu-se com nuvens cinzentes que decidiram descarregar a sua fúria no momento em que chegamos, impedindo assim a continuação do trajecto em direção a Canillo, pois as estradas ficaram completamente alagadas impedindo a passagem. Neste momento decidiu-se alterar o programa de vias ferratas destinado para as férias...

Por: Patrícia Silva

Dia 21 – Domingo – Via Ferrata Regina de Peramola

Depois da dormida no parque de campismo em Oliana, há que levantar cedo e ir para a nossa primeira via ferrata, a REGINA de PARAMOLA. Esta via ferrata não era para ser a primeira a ser feita, mas o São Pedro assim nos obrigou, pois tivemos que voltar para trás devido à chuva e granizo que nos descarregou em cima.

Chegados ao estacionamento onde vamos deixar os carros há que colocar as mochilas às costas e subirmos uma encosta até ao início da via ferrata.

Às 8:30 estava-mos no início da via, encontramos outros malucos espanhóis como nós que estavam a iniciar o 1º tramo, preparamo-nos, definimos em que posições é que íamos, as quais se iriam manter até ao final, e pronto, os 7 Tugas ( Beatriz, Sandra Patrícia, Catarina, José Silva, Pinheiro e Paulo Domingues) estão prontos.

Iniciamos o 1º tramo, o qual é bastante vertical e com algumas pedras que se podem desprender, por isso, há que ter bastante cuidado. Encontramos depois da fase das pedras um canal com alguma vegetação onde nos deparamos com uma bifurcação, para a esquerda temos vistas sobre Oliana que vale bem a pena ir desfrutar, para a direita tem a continuação da via ferrata com uma “pequena” (hiihiiihiiihiii) ponte em que a sua altura impressiona até um Tuga sem vertigens.

Depois da passagem da ponte é sempre a subir com umas partes mais expostas e cansativas que outras, como é o caso do extra-prumo existente. Poucas passadas mais à frente deparamo-nos com o “ Passo da Fé “, onde temos que passar para uma outra parede dando um passo sobre o vazio, onde os mais curtos de pernas se vêem um bocadito mais aflitos. È um passo bem engraçado.

É uma via ferrata bastante longa, mas muito bonita.

O regresso da via até aos carros está também com algumas partes equipadas com cabos e cadeados e demora cerca de 1 hora. A chegada aos carros foi por volta das 15:30.

Por: Catarina Ascensão

Dia 22 – Segunda – Via Ferratas Roc del Quer, Canal del Grau, Rancons

roc del querLevantamo-nos bem cedinho, como sempre, para aproveitar o dia, até porque as previsões meteorológicas para a tarde não eram muito favoráveis. E, iniciámos o ritual habitual, higienes pessoais, pequenos almoços e afins, vá lá que não havia necessidade de desmontar o acampamento, uma vez que iríamos ali ficar mais uma noite.

Já prontinhos para ir embora, mas... opps, um dos carros não lhe apeteceu! A bateria estava descarregada! Como havia cabos de bateria, o problema foi resolvido rapidamente com um pequeno “encosto” de baterias.

Saímos do parque e paramos logo um pouco à frente para um cafezinho, desta vez Delta, quase tão bom como em Portugal. Fomos de seguida para o estacionamento do início do “circuito” de ferratas. Ficámos por ali a equipar enquanto os condutores foram levar um dos carros ao estacionamento do final.

Ás 8:15 (hora espanhola) iniciámos o primeiro objectivo do dia, Via Ferrata Del Roc Del Quer (Directíssima), via bastante agradável, divertida, algo exposta mas sem no entanto ser demasiado exigente. Parte do grupo preferiu ir mais lento e “saltar” o segundo objectivo, Via Ferrata de la Canal Del Grau, uma vez que o percurso é pequeno e circular, encontrar-nos-íamos no início/fim.

Esta segunda via, embora pequena, foi do agrado de todos os que a percorremos, tem um bocado de tudo em “concentrado”, pontes, corrimãos, passagens em escalada e arestas, partes expostas e menos expostas, de tudo.

Depois de reagrupar, começamos a descida em direcção ao terceiro e último objectivo do dia, Via Ferrata Dels Rancons. Aproveitámos uma sombra durante a descida para uma pausa para “almoço”, com o descanso do almoço alguns elementos preferiram a “siesta”, os restantes lá foram em direcção à ferrata.

O tempo começou a ficar instável, com isso começaram as dúvidas se conseguiríamos chegar ao final a seco! A parte inicial, menos vertical, foi feita em “passo de corrida”, quando nos apercebemos e olhamos para trás já estávamos bem altos. A parte mais vertical foi feita de forma mais calma, mas mesmo assim de forma ligeira.

Ainda sentimos alguns pingos, mas nada que chegasse a molhar. A descida também foi feita em “passo acelerado” e com o tempo escuro e ameaçador. Deve de ter sido um qualquer teste, pois assim que chegamos ao carro limpou e nem parecia o mesmo dia.

De regresso ao parque, fizemos uma paragem para a merecida “canha”, no mesmo café onde tínhamos bebido o Delta, só que tinham mesas e cadeiras da Super Book (com os logótipos tapados) e copos da Sagres, mas cerveja só mesmo de outras marcas “estranhas”.

Houve quem aproveitasse para ir fazer compras no super mercado ao lado, depois fomos à “oficina de turismo” em frente buscar alguma informação e seguimos para o parque.

Tratamos dos banhos e jantares e antes de nos deitarmos ainda houve tempo para ir beber café, umas canhas, licor de ervas e confraternizar um bocado.

Por: Paulo Domingues

Dia 23 – Terça –  Via Ferrata Tossal de Miravet

Bom dia Canillo, até à próxima Andorra!

tossal de miravet 2Com o tempo bom da parte da manha e incerto à tarde, toca a sair bem cedinho de Canillo e ir até Puent de Suert onde nos esperava a próxima via ferrata. Esta sim... esperava-nos uma tirolesa... tinha duas paralelas... ia ser “Fixe” para alguns... 30 minutos para fazer a aproxomação e lá começamos a via... 2 grupos: Beatriz, Pinheiro, Catarina e Paulo o mais rápido e o outro Patrícia, Zé e Sandra mais lentinho. A via faz-se muito bem, as paralelas não são obrigatórias, aliás, até são um desvio da rota normal! Quem rejubilou com isso foi a Sandra... o dia até correu melhor... mas o cansaço acumulado já se fazia sentir, mesmo no final do primeiro tramo a via tem uma pequena parte de escalada, que para quem não tem força de braços é a morte (em sentido figurado). Já o primeiro grupo ia no ultimo tramo, a Sandra e a Patrícia decidiram ficar por ali e sair na escapatória. O Zé deu corda aos sapatos e depressa se encontrou com o restante grupo. Escusado será dizer que enquando a Sandra e a Patrícia saíam da escapatória em direção ao caminho de regresso o restante grupo fez a via ferrata toda e ainda nos alcamçaram a meio caminho.

Depois de já cinco vias ferratas feitas o grupo merecia um descanso... assim o parque de campismo onde se pernoitou tinha uma excelente piscina, um ginásio e um sala de convivio espatacular... o preço também era espetacular...

Por: Patrícia Silva

Dia 24 – Quarta –  Via Ferrata Croqueta de Obarra

- Elevação: 355 m - Comprimento: 1000 m - Dificuldade: D +, 4-6 Husler - Acesso: 1-5 min

 - Progressão: 2'35 h (1'30-3'30 horas) - Retorno: 25 min até à aldeia de Ballabriga + 20 min até ao estacionamento  - Orientação: Sul - Período: Todo o ano - Corda: Recomenda-se uma de 40 m por segurança

croqueta obEstá localizada no vale Isabena (Huesca) com vista para o mosteiro de Obarra. O acesso ao início da via é relativamente perigoso pois localiza-se perto da saída de um túnel, numa estrada com curvas e sem passeios.

O primeiro tramo da ferrata tem cerca de 100 metros verticais da estrada. O segundo tramo é um longo caminho a subir (cerca de 10 minutos) que percorre metade da montanha na diagonal, sempre com uma vista fantástica e nesse dia, com o privilégio de acompanharmos de longe, as atividades de um grupo grande de crianças que se encontrava de férias na zona junto ao mosteiro.

O terceiro tramo deixou claro desde o início a dificuldade que estava pela frente, bem vertical, com alguns desaprumos e uma poooonte.

Após a parede vertical de cerca de 80 m, sobe-se mais um pouco, passa-se um pequeno cume e eis que nos deparamos imediatamente com uma ponte suspensa de cabo duplo, com placas de metal para os pés, e que ainda por cima permite que passem duas pessoas de cada vez (é de doidos!!!). Bem, existem evidências em formato de vídeo quanto à dificuldade que senti ao passar esta ponte e igualmente quanto ao alívio que senti ao chegar ao outro lado e abraçar-me à rocha firme!!!

A descrição do último tramo não a poderei fazer na primeira pessoa, pois após passar esta ponte, o tico e o teco desta “montanheira” entraram em conflito e, na companhia da menina Lagartixa, tive que me retirar em direção ao escape.

Antes de iniciarmos a nossa aventureira descida pelo escape deste tramo ficamos a ver a progressão dos nossos companheiros em direção ao final da via ferrata. Vimo-los a passar em mais duas pontes, sendo que, na última, podiam estar três pessoas em simultâneo a passar, pelo que os nossos companheiros passaram todos em filinha (extremamente arrepiante só de ver!).

Entretanto, fiquei a saber numa pesquisa que efetuei na net, que nesta mesma zona, oito pessoas foram resgatados há uns meses atrás porque decidiram igualmente utilizar o escape identificado neste tramo, o escape que eu e a Tixa tínhamos que percorrer para chegar ao carro. O problema é que esse escape, além de não ter um trilho marcado, nem qualquer tipo de equipagem ou segurança, faz-se por um caminho que nem de cabras se pode chamar, extremamente vertiginoso, vegetação morta (raízes empestadas de formigueiros), terreno solto e sem contacto visual com os tramos seguintes.

Os nossos companheiros terminaram a via ferrata e como estavam numa posição mais elevada no terreno tentaram vir na nossa direção e indicar-nos o melhor caminho a seguir (através de comunicação via rádio). No entanto, nem eles conseguiam chegar até nós nem nós conseguíamos progredir. Decidimos começar a descer pela própria via ferrata, até onde nos foi possível, e os nossos companheiros foram em direção aos carros.

Visto que o escape se dirigia na direção oposta ao escape do final da via ferrata e por sua vez em direção oposta ao estacionamento dos carros que esteve sempre ao alcance da nossa visão, e que continuava por um terreno extremamente instável e bastante inclinado, decidimos esperar numa zona plana da via ferrata e esperar que nos trouxessem uma corda de 40m para fazer rappel desde o ponto onde nos encontrávamos.

O Zé veio ajudar-nos a descer e a Beatriz, a Catarina, o Paulo e o Pinheiro foram até ao posto de turismo do Mosteiro, de onde nos conseguiam ver e nos indicaram mais tarde que aquele escape teria saída por cima do túnel da estrada!!!

Rapidamente se chegou à conclusão que era mais fácil colocar a corda e fazer segurança enquanto descíamos pela ferrata do que fazer os rápeis que estavam marcados na mesma, exceto no penúltimo tramo.

Entretanto os nossos companheiros foram para o parque de campismo desmontar as tendas e arrumar tudo, pois íamos passar essa noite a Benasque para ficarmos mais próximos do nosso objetivo do dia seguinte, o Aneto.

Foi um processo longo, e extremamente cansativo, sem esquecer que estávamos na parede com um sol a brilhar intensamente.

Esta via está nas minhas favoritas. De todas as que tive a oportunidade de conhecer foi realmente a que achei mais bonita e gostava de lá voltar um dia e fazê-la na íntegra, visitar a aldeia, o mosteiro, fazer um piquenique naquele relvado magnífico, à sombra daquele arvoredo e desfrutar de um dia muito agradável e completo. E fica aqui a promessa ao Zé e à Patrícia (pelo que fizeram tanto nesta via, como durante toda a semana) que o piquenique é por minha conta e podem começar a fazer os vossos pedidos para a ementa.

Por: Sandra Sousa

Dia 25 – Quinta –  Ascensão Aneto

Após grande parte da semana a seguir as voláteis previsões meteorológicas de alta montanha, sempre atentos aos caprichos de S. Pedro, que logo no primeiro dia nos havia advertido do seu poder aquando da nossa chegara a Andorra, eis que chega o dia em que se decide arriscar a ascensão a este mítico cume da cordilheira dos Pirinaica.

Baseados no conhecimento de alguns dos elementos do grupo acerca do longo e árduo percurso de acesso adquirido em jornadas anteriores, bem como planeando a ascensão de forma a evitar possíveis tempestades de final de tarde, toma-se a sensata decisão de arrancar o mais cedo possível do Parque de Campismo de “Los Baños de Benasque”, onde nos havíamos instalado na noite anterior.

Assim decide-se por uma valente madrugada, saindo do parque de campismo por volta das 4:30 da manhã, de carro, em direção ao parque de estacionamento de Llanos de l’Hospital, a partir de onde a estrada existente fica limitada à circulação de autocarros e veículos autorizados.

Informados previamente do serviço de autocarros, apanhou-se ali o autocarro das 5:00 da madrugada que nos transportou até La Besura (1898m), onde nos deixou por volta das 5:15, e a partir de onde se começou verdadeiramente a ascensão, rompendo por um trilho em de direção ao refúgio de la Renclusa (2140m), num fim de noite em que o claro luar permitiu o avanço sem recurso aos frontais que prudentemente se havia colocado nas mochilas de ataque.

Após uns 45 minutos trilhando um razoável caminho de “mulas”, eis que chegamos ao refúgio, que ia regurgitando para os trilhos de pedra da montanha os grupos de montanheiros que nele haviam buscado abrigo durante a noite. Foi aí, durante uma pequena pausa para restabelecer energias, que uma das mulas que habitualmente efetua o transporte dos víveres se enamorou de um dos companheiros do grupo, com demonstrações de carinho e afeto pouco habituais vindas de um asinino/equino.

Pode-se dizer que foi a partir do refúgio de la Renclusa (2140m) que a verdadeira ascensão começou. Desde logo o balanceado caminho que nos havia trazido até ele deu lugar a um trilho mal marcado por meio de um íngreme campo semeado de pedras, fragas e calhaus, qual pedreira industrial, levando o grupo a suspirar pelos glaciares que se iam avistando ao longe, ainda muitos metros acima.

Passo atrás se passo, trepa e destrepa, com alguns tropeções à mistura, chega-se aos campos de neve mais baixos do Glaciar de la Maladeta, onde se guarnece a sola nua das botas com os tão necessários crampons, e se tira partido do manto de dura neve que, acumulada ao longo de infindáveis invernos, cobre e acolchoa o monte de pedras que nos vieram a atormentar a caminhada a cotas mais baixas.

Após uma pequena desorientação na busca do caminho certo, e já novamente em terreno pedregoso, eis que se chega ao “Portilhon Superior” (2900m), que permite a passagem entre o Glaciar de la Maladeta e o Glaciar de Aneto. E é aqui que ele nos surge, erguendo-se proeminente a sudeste do seu imponente glaciar: o Aneto (3404m).

É também aqui, por razões que vão desde entorses a cansaço acumulado e vertigens que a maior parte dos elementos do grupo toma a dura mas sensata decisão de abandonar a ascensão e retomar o caminho de regresso, seguindo apenas na direção do cume três dos sete elementos iniciais. É também aqui que um dos elementos mais novos do grupo recebe uma generosa dose de filosofia de montanha vinda de um “experimentado” montanheiro acerca da glória e fama ao morrer tentando ascender um destes míticos cumes…

Entra-se então num trilho sobre o glaciar do Aneto, a nordeste dos picos de la Maladeta , Maldito, del Medio e de Corones, onde se percorre um trilho já bem marcado na neve pelos grupos de montanheiros que se avistam ao longe, alinhados na subida ao Aneto, o qual se transmuta por vezes em passos de progressão mais lenta, sobre afloramentos rochosos, que se atravessam mesmo sem descalçar os crampons.

Eis-nos então chegados ao “Collado de Corones” (3292m), já na base do Aneto, a partir de onde o trilho sobre a neve ruma numa ascensão ao cume num pronunciado ângulo não inferior a 45º, numa ascensão de deixar os mais preparados fisicamente de língua de fora.

Perto do cume há ainda que descalçar de novo os crampons para a travessia de mais uma zona de rochas e pedras, bem como para a travessia do tão famoso e exposto “Paso de Mahoma”, passível de causar alguns calafrios aos que sofrem de vertigens, a qual foi já feita sem as mochilas de ataque às costas. Na fila para a travessia há ainda que pressionar um grupo de franceses que achou o local apropriado para uma longa sessão fotográfica, em total desrespeito pelos montanheiros que se iam acumulando, acima e abaixo, à espera de vez para atravessar o referido passo.

E eis-nos no cume pelas 11:45! Sorrisos rasgados nos rosto, acompanhados pela sensação de triunfo. Tempo para documentar fotograficamente o momento, pese embora as máquinas fotográficas fossem acusando pequenas falhas técnicas. Tempo ainda para apreciar o imenso panorama que se desenrola à nossa volta, num ângulo de 360º, e de agradecer mais uma vez a S. Pedro por ter libertado o cume dos bancos de nevoeiro e nuvens baixas que se iam avistando ao longo da nossa aproximação.

Após uma pausa imediatamente abaixo do cume, para um pequeno lanche destinado a repor parte das calorias gastas com a subida, eis que se inicia a descida por volta das 12:15, regressando pelo caminho da ascensão, num ritmo claramente superior ao da subida, e sem qualquer novidade de maior.

Eis que, após abandonar os campos de neve mais baixos do glaciar de la Maladeta, regressamos ao tão árduo trilho pelo meio das rochas, já avistando o Refúgio de la Reclusa. A descida revela-se bem mais penosa do que a ascensão, não só pelo cansaço que já se ia acumulando, mas também por toda uma sequência infindável de destrepes sobre um campo semeado de fragas.

Cansados mas satisfeitos, chegamos ao refúgio, onde há tempo para uma pequena pausa destinada a restabelecer energias. Continua-se daí a descida até La Besura, onde chegamos pelas 16:45, mal tendo tempo para brindar com uma loirinha gelada, antes de aparecer na curva o autocarro que nos irá levar de regresso ao parque de Llanos de l´Hospital, onde havíamos deixado o automóvel.

Resumo:

  1. Desnível acumulado na ascensão: aproximadamente 1510 m

  2. Tempo gasto na ascensão: aproximadamente 6:30 h

  3. Desnível acumulado na descensão: aproximadamente 1510 m

  4. Tempo gasto na descensão: aproximadamente 4:15 h

Por: Nuno Pinheiro

Dia 26 – Sexta – Via Ferrtas de Sacs e Via Ferrata Foradada del Toscar

Á espera do relatório....

brevemente junto com o video

Dia 27 – Sábado – Regresso de alguns elementos a Valongo

Regresso a Valongo da Catarina, Pinheiro, Paulo, Patrícia e Sandra, numa viagem memorálvel que todos nós  queremos repetir... quero um  Audi quando for grande...

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