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Secção: BTT

 

Actividade: Passeio até Quintandona – Rota do Amásio

 

Data:  Domingo, 12 de Fevereiro de 2017

 

17 Participantes com inscrição validada e frontal atribuído

 

5 Sócios: António Oliveira, Domingos Queiroz, Mário Dantas, Valdemar Freitas e Vítor Ribeiro

 

12 Não sócios: Anastácio Sousa, Armando Teixeira, Augusto Tomé, Carlos Cunha, José Pinto, José Pires, José Queirós, Nelson Leitão, Nuno Almeida, Pedro Ferreira, Rui Teixeira e Sérgio Soares (sócio inactivo).

FotoGrupo

 

 

Compareceram nos locais previamente combinados e às horas marcadas, no Alto de Valongo, 5 participantes, no segundo ponto de encontro (LIDL Valongo), mais 9, sendo que os restantes 3 participantes, se deslocaram diretamente para o local de destino, em viatura, tendo apenas participado no almoço convívio, na Cozinha do Amásio, na preservada aldeia de xisto de Quintandona – Lagares, no concelho de Penafiel.

 

Já tinha havido algumas desistências e com a chuva intensa e o vento forte, que se sentiu durante a madrugada, sobretudo entre as 6:00 e as 7:00 horas da manhã, poder-se-ia comprometer e muito o passeio, se mais houvessem, mesmo que ainda tivéssemos a possibilidade, se o temporal não aliviasse, de irmos de carro até Quintandona, face ao almoço já contratado, honrando a palavra e o compromisso assumido com a D. Leontina, da Cozinha do Amásio, que teria à nossa espera, um saboroso cabrito assado no forno.

 

Mas com a grande coragem de deixar a cama e com uma pequena/grande ajuda do S. Pedro, não houve chuva nem vento, que nos impedisse de pedalar, pois ninguém se queixou da pouca que ainda apanhamos pelo caminho, até ao nosso destino, tendo mesmo havido algumas aberturas com raios de tímido sol e a presença algures no meio dos vinhedos, de um arco-íris, sempre bem-vindo e sinal de mudança de tempo.

 

ArcoIris

 

Costuma-se dizer, não sei se bem se mal, “Só faz falta, quem cá está…”, e neste passeio, os valentes betetistas que compareceram, fizeram jus a essa máxima e com mais ou menos preparação deram o seu melhor, em condições de terreno, que face às condições climáticas, antes e durante o evento, que proporcionavam derrapagens, sobretudo em zonas onde as pedras mais lisas e molhadas, se tornavam muito escorregadias, fosse em plano, a descer ou a subir, e que aconselhavam, para prevenir “compras de terreno” que ninguém desejava, o mais sensato, ou seja, desmontar e andar com ela pela mão, que também faz parte destas lides.

 

ponte

 

Não houve nada de anormal, nas poucas quedas havidas, o que é muito bom e, em termos de percalços mecânicos, apenas houve uma corrente partida e, muito bom mesmo, não se registou um único furo, coisa que não tem sido normal, em anteriores passeios.

 

 

Houve ainda um “Amásio”, que se tresmalhou do restante fato, andou um pouco perdido, mas que depressa regressou ao caminho certo, depois de reintegrado por dois elementos que foram ao seu alcanço.

 

Quanto a trilhos, tirando os já conhecidos de Valongo e alguns da anterior ida a Quintandona, fomos bafejados por alguns novos, todos completamente clicáveis, não com o tempo que tivemos, mas certamente com tempo seco, trilhos esses em monte e ainda belos caminhos rurais, estradas secundárias e paisagens muito bonitas, junto ao rio Ferreira, que cruzamos por diversas vezes, em pontes mais modernas ou ancestrais, perto de cascatas, moinhos ou quedas de água, não excluindo o que apenas se pode ver, como o castro de Monte Mozinho, vinhas e bosques, sinónimo de que ainda há muito para ver e descobrir, neste belíssimo país, locais esses, apenas restritos a quem lá chega, a pedalar ou caminhar.

 

Mozinho

 

E eis-nos chegados, um pouco atrasados como é apanágio, a Quintandona, ao local do nosso almoço convívio, de que falarei a seguir, tendo o grupo atalhado pela estrada, desde os moinhos situados junto ao Museu da Broa, não percorrendo cerca de seis quilómetros, pelo trilho marcado, senão, haveriam de ser duas e meia da tarde e ainda estaríamos a pedalar e com o “ratinho a roer”.

 

Ao almoço, já todos sabíamos que íamos comer cabrito assado no forno, só não sabíamos que até ele chegar à mesa, ainda tínhamos que “deitar abaixo”, umas belas entradas, compostas por pratinhos de presunto e salpicão caseiros, azeitonas, pataniscas acabadas de fritar e uns rojões quentinhos, tudo isto acompanhado por broa, acabada de cozer e ainda a fumegar e tigelas de vinho tinto ou branco, ao gosto de cada um.

 

PratoCabrito

 

Caramba, não há barriga que aguente isto tudo e ainda faltavam as tijelas de leite creme, com que, imaginem, se fez um brinde ao grupo e as taças de sopa seca, antes do café da avó, adoçado com açúcar amarelo e completado com o xiripiti da casa, o Mijo do Jebo, tudo isto, servido pelas duas simpáticas senhoras, a D. Leontina e a sua companheira, mulheres do Norte, dos sete ofícios e sem papas na língua, animando ainda mais um almoço já por si bem animado, atirando a preceito, alguns trocadilhos brejeiros, como por exemplo, dizer, “as duas, por vezes temos tomates”, depois de ninguém os querer ao almoço, resultando daí, uma gargalhada geral.

 

Para a despedida, convidamos as anfitriãs a juntarem-se a nós para a foto de grupo, que registará para todo o sempre, a nossa passagem pela Cozinha do Amásio, excelente local para convívios, muito ao nosso estilo, mais populares do que finos.

 

O regresso foi curto e veloz, muito por causa das “vitaminas” e do tal mijo, pois para quem andou, quase cinquenta quilómetros, para ir até Quintandona, regressar por estrada, durante uma dezena de quilómetros, foi um tirinho e um ver se te avias, mesmo que alguns, poucos, ainda tivessem que subir até ao Alto de Valongo, queimando assim mais calorias e destilando também mais, as energias que traziam, não na barriga, mas nas veias.

 

Por fim, resta-me agradecer, em primeiro lugar ao mentor da ideia da cabritada, o Nelson Leitão, ao Nuno Almeida que desenhou os frontais da família Amásio (a ideia dos apelidos foi minha), a quem traçou o percurso, usando algumas variantes novas, com subidas para arreliar e descidas para curtir, o Domingos Queiroz e a todos os participantes em geral, estreantes ou não, no melhor grupo de pedaladas, senão do Mundo, pelo menos de Portugal.

 

E digo mais, poucas equipas ou grupos haverão, que tenham tantas estórias para contar e, melhor ainda, quem as conte, para a história futura, para os netos lerem.

Essa é que é essa e venha o próximo passeio.

 

O Coordenador da Secção,

Valdemar Freitas

 

Mais fotos do evento: aqui

TPV img TPV - Técnicas de Progressão Vertical

 

"... A espeleologia dificilmente pode ser considerada de competitiva. Contudo, através das técnicas convencionais criou-se um conjunto de modalidades de competição desportiva, dirigidas a avaliar a velocidade, a resistência e a técnica dos atletas. ..." botao tpv 

 

(excerto do documento da prova do 1º Campeonato Nacional de TPV 2011 - Valongo)

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