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No passado mês de Novembro o Alto Relevo participou num exercício de espeleo-resgate na Galiza (Mondoñedo) a convite do Grupo de Espeleo-resgate Galego (GEG). Durante dois dias foram abordadas todas as temáticas do espeleo-resgate, questões relacionadas com a coordenação do resgate e com a orgânica do grupo.
No total participaram 24 pessoas neste treino. Haviam 4 Portugueses convidados (ARCM) e os restantes membros de diferentes clubes de espeleo da Galiza e mais 1 elemento da Brigada de Montanha da Guarda Civil Espanhola. À excepção dos convidados, todos os participantes no treino são membros integrantes da equipa de socorro que funciona como elemento de primeira intervenção da protecção civil em caso de acidente ou alerta subterrâneo. A organização é bastante rígida, mas o ambiente é muito descontraído.
Organização do grupo de espeleo-socorro É organizado por zonas de intervenção divididas geograficamente, de modo a que os elementos de cada zona sejam os primeiros a acorrer ao local do acidente. Em caso de necessidade, são depois mobilizados os meios das restantes zonas. O coordenador do grupo de espeleo-socorro é soberano e apenas responde ao responsável da protecção civil de cada zona da Galiza. O grupo realiza 2 práticas anuais e é financiado pela protecção civil, ao abrigo de um acordo renovado anualmente entre a FGE e a protecção civil. Em caso de acidente a missão do grupo é a de localizar e transportar os meios de assistência médica até à vítima, para que estes prestarem o primeiro auxilio e posteriormente procederem à extracção da vítima. A intervenção do grupo termina na entrada da gruta. Exercício de espeleo-socorro O exercício consistiu em transportar até à vítima os supostos elementos de apoio médico para procederem à estabilização da vítima. A partir desse momento, a vitima foi entregue aos cuidados dos espeleo-socorristas para a extracção.
Existiam 3 equipas base para o resgate e uma equipa de comunicações. Os elementos Portugueses foram distribuídos pelas diferentes equipas. Quando a vitima chegou próximo da saída e como os tempos estavam dentro do planeado, a vitima seguiu por outra secção da gruta e só depois terminou o resgate novamente na saída. A via de extracção da vítima não foi a via de acesso dos espeleo-socorristas às respectivas secções de resgate e por isso a equipa 1 e 2 saiu por onde entrou depois de realizar o transporte na secção que lhes estava designada. Desta forma não houve acumulação de espeleo-socorristas na cauda do resgate. Contudo, na passagem da equipa 2 para a 3 houve um elemento da 2 que reforçou a 3 porque o coordenador assim o entendeu – esta necessidade foi informada pelo coordenador via telefone. |